A posse como Desembargador Federal no Tribunal Regional Federal da Terceira Região foi em março de 1989.
Ingressou na Magistratura como Juíza Federal titular em 1984. Fez parte do Tribunal Regional Federal desde a sua fundação, em 1989.
Foi promovida a Desembargadora Federal pelo critério de antiguidade.
O ingresso na carreira da Magistratura Federal ocorreu em 1995 e a promoção a Desembargador Federal em 2014. Em 2022, foi aprovado pelo Plenário do Senado para o cargo de Ministro do Superior Tribunal de Justiça, em vaga destinada a membro de Tribunal Regional Federal.
Tomou posse como Juiz Federal em 1974. A promoção a Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da Terceira Região foi em 1989, em sua primeira composição. Em 1999 foi nomeado Ministro do Superior Tribunal de Justiça.
Ingressou na Justiça Federal de São Paulo no ano de 1988 como Juiz Federal Substituto, passando a Juiz Federal Titular em Criciúma, Santa Catarina. Mais tarde passa a atuar na Justiça Federal de Santos e depois em Vara Cível de São Paulo.
Em 2002, pelo critério de antiguidade, foi nomeado Desembargador Federal no Tribunal Regional Federal da Terceira Região, no qual já havia atuado como Juiz Convocado entre os anos 1999-2000.
Toma posse como Juíza Federal 1991 e é promovida a Desembargadora Federal do Tribunal Regional Federal da Terceira Região em 2003.
Foi Desembargador Federal como representação do Ministério Público Federal pelo quinto constitucional.
Manoel Fiel Filho (Quebrangulo, 7 de janeiro de 1927 — São Paulo, 17 de janeiro de 1976) foi um operário metalúrgico brasileiro morto durante a ditadura militar.
As circunstâncias da sua morte são idênticas as do estudante Alexandre Vannucchi Leme, do 1º tenente PM José Ferreira de Almeida e do jornalista Vladimir Herzog. Como ocorreu nesses casos, a morte de Manoel foi registrada, na época, como suicídio, mas abalou significativamente a estrutura do regime militar, provocando o afastamento do general Ednardo D'Ávila Mello, ocorrido três dias após a divulgação da morte de Manoel.
A morte de Manoel foi investigada pela Comissão Nacional da Verdade.
Manoel Fiel Filho saiu do Sítio Gavião, em Quebrangulo, no estado de Alagoas, aos 18 anos de idade. Morou na cidade de São Paulo desde os anos 50. Foi padeiro e cobrador de ônibus antes de se tornar operário metalúrgico na Metal Arte Industrial Reunidas, no bairro da Mooca. Lá trabalhou no setor de prensas hidráulicas por 19 anos. Ele era casado com Thereza de Lourdes Martins Fiel, tinha duas filhas, e morava num sobrado na Vila Guarani.
Na manhã do dia 16 de janeiro de 1976, uma sexta-feira, Manoel foi procurado na Metal Arte por dois homens que se identificaram como agentes do DOPS e o convidaram a prestar esclarecimentos. De lá, os três seguiram para a casa do operário aonde os oficiais realizaram uma operação de busca e apreensão. Após ter a casa revistada, Fiel foi autorizado a ficar a sós com sua família por alguns instantes e, em seguida, entrou no carro dos agentes. O operário foi encaminhado para o DOI-CODI do II Exército, e essa foi a última vez que a esposa e as filhas o viram vivo.
Morte
Segundo relatório enviado à agência central do Serviço Nacional de Informações, durante investigação sobre o Partido Comunista Brasileiro (PCB), Sebastião de Almeida foi preso no dia 15 de janeiro de 1976, e apontou Manuel Fiel Filho como seu contato.
Às 8h30 da manhã do dia 17 de janeiro de 1976, um dia após ser levado para o DOI-CODI, Manoel foi interrogado por duas horas e depois encaminhado de volta a cela. Às 11 horas ele foi novamente chamado para uma acareação, que durou 15 minutos, e avaliou sua ligação com Sebastião. Dessa vez, os agentes concluíram que Fiel recebia de Sebastião, mensalmente, oito exemplares do jornal a Voz do Operário, o que, para o regime militar, era motivo suficiente para comprovar sua conexão com o PCB e justificar a prisão.
Ainda segundo o relatório, Manoel foi levado de volta a cela após a acareação e, foi visto vivo e calmo pelo carcereiro de serviço, por volta do 12h15. Já às 13 horas, o carcereiro tomou ciência que "Manoel Fiel Filho suicidara-se no xadrez, utilizando-se de suas meias, que atou ao pescoço, estrangulando-se”.
Às 22 horas, a família foi comunicada do suicídio de Manoel, mas a entrega de corpo só foi realizada com a condição de que os parentes o sepultassem o mais rápido possível e que não se falasse nada sobre sua morte. No domingo, dia 18, às 8 horas da manhã, Manoel Fiel Filho foi sepultado por seus familiares no Cemitério da IV Parada, em São Paulo.
A morte de Manoel ocorreu apenas 3 meses após a de Vladimir Herzog, sob circunstâncias parecidas e no mesmo local. Mesmo não tendo causado a comoção que houve com a morte de Herzog, a de Manoel Fiel Filho foi responsável pelo afastamento do comandante do 2° Exercito, o general Ednardo D'Ávila Mello, quatro dias após a morte do metalúrgico. Ednardo era responsável pelos maus-tratos dos presos políticos do DOI-CODI e, após seu afastamento o órg?o mudou a forma de tratamento com os presos políticos.
Chegou à Magistratura Federal em 1984, nomeado para Campo Grande/MS. Foi promovido a Desembargador Federal em 1995.